Na wikipedia, a primeira frase já resume bem o significado de resiliência.
“Resiliência ou resilência é um conceito oriundo da física, que se refere à propriedade de que são dotados alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura.”
Logo podemos compreender que a resiliência psicológica trata da capacidade que o indivíduo tem de receber os problemas, estresses, tensões e logo depois elimina-la, sem “quebrar” psicologicamente.
O ambiente de projetos propicia ao gerente de projetos em agencias digitais um mar de situações que transbordam estresse, tensão, ansiedade e apreensão, como qualquer outro cargo gerencial. Mas a minha dúvida foi sempre como atingir esse ponto de equilíbrio “mongistico” ou essa “elasticidade” emocional, que não se deixa romper e que também não deixará se perder por acreditar em uma falsa (ou burra) tranquilidade.
O esporte esta cheio de exemplos de resistência, mesmo assim muitas dessas superações possuem um lado psicológico e não apenas físico.
Em 1959 Floyd Patterson disputava o título mundial dos pesos pesados contra Ingemar Johansson, quando o terceiro round (no vídeo ao lado, por volta do sexto minuto de vídeo, para iniciar o terceiro round) ocorreu algo realmente inusitado. Floyd Patterson foi derrubado 7 vezes até perder por nocaute técnico. Percebam que ao final ele levanta pela sétima vez, porém o juiz termina a luta.
Um ano depois ele voltou a lutar contra o mesmo adversário e foi campeão. Após isso lhe perguntaram como ele se sentia sendo o campeão mundial que mais sofreu nocautes, e ele respondeu: “alguns dizem que fui o campeão que mais sofreu nocautes em um combate, outros dizem que foi o que mais vezes se levantou“. Essa frase mostra como Floyd tinha em seu psicológico uma determinação tão grande que nada poderia o abater. Ele seria campeão de qualquer forma, mesmo que caísse por mil vezes.
A resiliência não se treina sem atitude, não é possível aprender em cursos caros ou simplesmente ler sobre o assunto. É preciso ter atitude, ou seja, entender quais são seus medos e seus defeitos, trata-los como algo a ser superado.
Exemplo: Você esta em uma reunião onde o projeto esta hiper atrasado e o produto final do projeto será veiculado na televisão para milhares de espectadores. Você sabe que seu emprego depende de um bom resultado desse projeto, então o cliente começa a gritar com você questionando sobre sua capacidade, inicia diversos ataques quanto a sua capacidade e ameaça acionar juridicamente a empresa caso o prazo não seja cumprido.
Nesse momento, entre o parar de gritar do cliente e o inicio de sua fala (uma pausar incrivelmente longa de 3 segundos), sua mente deve ser capaz de raciocinar de modo que encontre uma saída razoável, boa para os dois lados, negociando sempre e nunca desistindo de uma solução.
Já participei de reuniões que um dos lados nitidamente havia desistido de encontrar uma solução e partiu para acusações, mas felizmente uma atitude branda acabou por paziguar os ânimos. Sempre me sai bem nessas situações, pois por trás de todo esse estresse, por trás das gravatas e ternos caros, o que queremos é resolver os problemas.
Quando você se expõem a essas situações por várias vezes em sua vida profissional (digo MUITAS vezes, uma rotina) não necessariamente a conflitos com o cliente, mas também com cumprimento de prazos e desafios, acaba se criando uma casca emocional que te protege e que não te deixa ser abatido por comportamentos de alto estresse e tensão.
Dentro das agencias digitais procure sempre aproveitar a flexibilidade de horários e da liberdade que ela proporciona para voltar ao seu estado normal de estresse. Pratique um esporte (correr bem cedo é o meu favorito) e caminhe após o almoço, parece dica de como ficar em forma mas na verdade vai te ajudar muito a suportar todos os desafios.
O importante é ter preparo para se levantar sempre a cada nocaute.